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André Figueiredo reforça apoio à policiais contra Reforma da Previdência

O deputado federal André Figueiredo participou na manhã de hoje de reunião na sede da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal do Ceará (ADPF), em Fortaleza, para debater a PEC 287/16, que trata sobre a Reforma da Previdência. O parlamentar cearense, que é integrante da Comissão Especial que debate o tema, já se pronunciou contra a reforma e apresentará emendas para modificar a proposta original enviada pelo governo de Michel Temer. Entre as críticas ao texto estão as modificações das regras atuais em relação às aposentadorias especiais. De acordo com a categoria dos policiais, a PEC pretende retirar da Constituição Federal o artigo que reconhece a atividade de risco dos profissionais de segurança pública como critérios de concessão da aposentadoria.
Pelas novas regras, para a aposentadoria integral, o policial terá de contribuir por 45 anos, aposentando-se próximo aos 70 anos de idade, excedendo a previsão de expectativa de vida do policial no Brasil, que em média fica abaixo dos 60 anos de idade, segundo dados da categoria. Na reunião, representantes dos policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais civis e peritos criminais federais pediram o apoio de André Figueiredo na defesa das categorias e contra a reforma que representa retrocesso para o Brasil, com impacto na renovação dessas carreiras e riscos iminentes para a segurança pública como um todo.
De acordo com a União dos Policiais do Brasil (UPB), em outros países, os profissionais de segurança pública têm critérios diferenciados para aposentadoria diante da natureza do trabalho, especialmente porque o Brasil é o país onde mais morrem policiais em serviço no mundo. André Figueiredo reforçou o apoio à categoria e afirmou que trabalhará para que seja considerada a natureza de risco e expectativa de vida dos profissionais de segurança pública. “Vamos nos unir à categoria para que o governo reconheça a atividade de risco como fator especial de aposentadoria. Essa reforma é perversa na medida em que estabelece uma idade irreal para esses trabalhadores que arriscam suas vidas em defesa da sociedade. Isso causará um desestímulo na carreira desses profissionais e na segurança pública como um todo. O risco do policial é inerente ao Estado e não ao trabalhador”, afirmou. A proposta deve ser votada na primeira quinzena de abril.
Informações. Assessoria André Figueiredo
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