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Cinco razões por que o YouTube TV vai revolucionar a distribuição de conteúdo

Nova plataforma de distribuição via OTT junta conteúdo independente, TV Aberta e TV Paga no mesmo pacote


O YouTube anunciou ontem um novo serviço de distribuição de vídeo, o YouTube TV. A nova plataforma junta os conteúdos já oferecidos pela gigante americana com a oferta de conteúdo ao vivo e on-demand de programação de redes de TV Aberta e canais de TV Paga, como noticiamos aqui. Abaixo, a Panorama Audiovisual lista cinco razões pelas quais o novo serviço deve ser o começo de uma nova era para a distribuição e consumo de conteúdo em vídeo.

1 - Todo tipo de conteúdo em uma única plataforma:

O YouTube TV será o primeiro serviço a juntar o Broadcast Tradicional, a programação de TV Paga, Conteúdo Original para internet e Conteúdo Independente criado por usuários em uma mesma plataforma. Desta forma, a iniciativa encarna quase uma utopia do consumo de conteúdo onde com um único ponto de acesso é possível ter acesso à qualquer conteúdo que o consumidor deseje. Claro que esta integração representa um grande desafio tecnológico, legal e comercial a ser superado, mas para o consumidor, representa uma forma mais natural de acesso.

2 - Programação ao vivo na íntegra em plataforma on-demand:

Grande parte do conteúdo consumido no YouTube advém de programas de TV abertas e fechadas. As próprias emissoras já entenderam isso e oferecem pequenos pedaços de seus conteúdos como pílulas e teasers para atrair audiência. A possibilidade de assistir o programa ao vivo pelo YouTube e, mais ainda, de poder acompanhar on-demand a qualquer momento por meio do “DVR Infinito” que o serviço oferece, deve criar um hábito de consumo ainda mais ligado à criação de programas para ser assistidos em estratégia “cauda-longa”, ou seja, audiências crescentes à longo prazo.

3 - YouTube assume seu lado de plataforma de entrega:

O mantra “O Conteúdo é Rei” trouxe uma ideia de que a única forma de ter sucesso no negócio de mídia era produzindo seu próprio conteúdo, o que gerou o surgimento de inúmeras plataformas com pouco sucesso real. O próprio YouTube, por meio do serviço Red, acabou tornando-se criador de conteúdo original em uma estratégia que não conseguiu sair das fronteiras americanas. Ao agregar diferentes tipos de conteúdos, o YouTube TV coloca a função de agregador/plataforma de entrega como parte central da estratégia da empresa, em um modelo de negócio que oferece soluções para o consumidor ao invés de resposta à concorrentes. Este modelo é algo que as Operadoras de Telecomunicações já deveriam ter entendido há tempos…

4 - Inaugura uma nova categoria de serviços:

Da mesma forma que o surgimento do YouTube 11 anos atrás despertou um novo gênero de negócio e fez surgir diversos outras plataformas, o YouTube TV deve receber resposta rápida de seus concorrentes mais óbvios. Devemos ver ainda este ano serviços similares vindos da Amazon, Hulu e Apple o que, via de regra, é bom para o consumidor que ganha número de opções e uma possível guerra de preços pelos serviços.

5 - Sugere uma solução para o problema de Espectro:

Agregar conteúdo de transmissão ao vivo, inclusive esportes e jornalismo, em uma plataforma OTT Web é exatamente o sonho das operadoras de telecom. Em sua perpétua briga com a Radiodifusão Tradicional pelas faixas de frequência de transmissão, as TelCos já sugeriram uma porção de modelos de transmissão alternativos na esperança de herdar as licenças para oferecer ainda mais banda. O YouTube TV surge não como uma solução definitiva, mas como um primeiro passo bastante promissor rumo a um consumo de vídeo 100% baseado em IP.

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