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Efeito dos lixões

Já está na hora de a sociedade acordarem para o caótico cenário da destinação do lixo. Os municípios tem participado de eventos e assinado tratados, como fez para acabar com os lixões a céu aberto mas precisa de ações básicas.
Hoje, os municípios Cearenses, ainda utilizam lixões sem qualquer constrangimento e sem se importar com os graves danos ao meio ambiente e à saúde da população. Por ano, 41,5% dos 78 milhões de toneladas de resíduos produzidos vão para vazadouros a céu aberto.
A situação é gravíssima. Estima-se que o SUS gasta anualmente cerca de R$ 1,5 bilhão com o tratamento de doenças causadas pela falta de destinação e tratamento corretos dos detritos.
Desde 1954 a destinação inadequada de lixo é proibida no Brasil, vedação reforçada em 1981 com a Política Nacional de Meio Ambiente, novamente intensificada com a Lei de Crimes Ambientais e, posteriormente, com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010. Temos a legislação adequada, mas precisamos cumpri-la, como alguns poucos municípios têm feito.
Prefeitos têm pressionado pela aprovação da prorrogação do prazo para erradicação dos lixões. Entretanto, o problema não é de prazo para cumprimento da medida, mas de falta de capacidade técnica e financeira. O orçamento das prefeituras, em geral, é dividido em 25% para educação, 15% para saúde e os outros 60% vão para o custeio da administração pública, sendo quase a totalidade para o pagamento de salários. Está claro que não há dinheiro para coleta, tratamento e destinação adequados de resíduos.
Estas imagens demonstram a grande quantidade de lixo a céu aberto disponível no aterro de Pacajus.
A imagem é lamentável: caminhões depositando quantidades enormes de lixo, que parecem insignificantes quando comparada às enormes dunas do mesmo que estão aglomeradas ali.
Este lixo contém diversos materiais, inclusive comida. Ainda ao ar livre, pessoas caçam objetos dentro deste ambiente, com o objetivo de ganhar algum dinheiro com a reciclagem.
Infelizmente esses lugares são infestados de doenças e facilitam a proliferação das mesmas, a quantidade de chorume produzido é tanta que prejudica para a sempre a cultivação de qualquer planta nestas terras. Não obstante, esse chorume pode contaminar quaisquer lençóis freáticos presentes no subsolo e espalhar a contaminação para outros lugares.
Tal problema poderia ser reduzido, ou até mesmo evitado caso pessoas selecionassem o lixo antes de jogá-lo fora, como é possível notar pela quantidade de papel, plástico, metal e vidro que estão presentes. Uma solução é a “Coleta Seletiva” , porém este sistema ainda não é muito utilizado.
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